Dom de línguas por Prof. Felipe Aquino

 

São Paulo fala desse dom carismático na primeira carta aos Coríntios, cap 12 e 14. O nome técnico é glossolalia. O Apóstolo diz que quem ora em línguas não fala aos homens, mas a Deus, e diz coisas ininteligíveis aos homens. Há poucos relatos desse dom na vida dos santos, especialmente dos santos doutores. Com o advento da Renovação Carismática Católica, em 1967 nos Estados Unidos, a vivência desse dom se multiplicou entre os carismáticos,especialmente nos grupos de oração. Tem sido fortemente incentivado pelos líderes da RCC; padre Jonas Abib, padre Robert De Grandis, americano, e muitos outros. Nunca vi e nem li um documento da Santa Sé sobre o assunto; também aguardo alguma posição do Vaticano.Embora o dom seja real e possa existir, no entanto, me parece que está sendo forçado a sua vivência, como que obrigando-se e forçando-se as pessoas a viverem-no. Isto não me parece correto; pois o Catecismo diz que não devemos pedir dons extraordinários a Deus de maneira temerária.

 

O único documento que fala sobre isto é o Doc 53 da CNBB sobre a RCC,que diz: 63. Orar e falar em línguas: O destinatário da oração em línguas é o próprio Deus, por ser uma atitude da pessoa absorvida em conversa particular com Deus. E o destinatário do falar em línguas é a comunidade. O apóstolo Paulo ensina: Numa assembleia prefiro dizer cinco palavras com a minha inteligência para instruir também aos outros, a dizer dez mil palavras em línguas (1 Cor 14,19). Como é difícil discernir, na prática, entre inspiração do Espírito Santo e os apelos do animador do grupo reunido, não se incentive a chamada oração em línguas e nunca se fale em línguas sem que haja interprete.

 


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