PERGUNTE e RESPONDEREMOS 052 – abril 1962

 

BÊNÇÃOS DE CURANDEIROS E EFEITOS MARAVILHOSOS

A. F. (SP): «Que pensar das bênçãos (benzimentos) e orações que, aplicadas por um benzedor, têm curado maravilhosamente várias doenças, inclusive 'cobreiros' e 'bucho virado'? Não serão fenômenos maravilhosos que ou Deus ou os espíritos produzem? Haverá motivo para não usar deles?»

 

Em resposta, recordaremos sumariamente em que consistem os principais artifícios mencionados; a seguir, proferiremos um juízo sobre eles e procuraremos explicar a sua maravilhosa eficácia.

 

1. Em que consistem, as prodigiosas receitas

 

1. A doença é certamente um dos males que mais afligem o homem. Quando se fala de doenças, encontra-se com facilidade um auditório de pessoas desejosas de aprender ou descobrir um meio novo de debelar tal flagelo. É o que explica a grande abundância de conselhos, receitas e remédios divulgados nas altas e baixas camadas da sociedade no intuito de curar as doenças; desses conselhos e remédios, muitos têm caráter estritamente científico, podendo seu valor ser controlado por um exame racional das receitas. Muitos, porém, não são do plano da ciência; apresentam-se em nome da religião e de «poderes invisíveis» superiores ao comum dos homens, sendo geralmente aplicados por pessoas ditas «iniciadas, curandeiros, benzedores». São justamente estes remédios que agora nos interessam da maneira especial, dada a voga crescente que vêm tomando no Brasil e no mundo inteiro.

 

2. Quais seriam as principais receitas dos curandeiros e benzedores?

 

Eis, sumariamente, alguns exemplos:

 

a)    banhos de cheiro: são loções praticadas em água misturada com alguma erva que, por seu odor característico, parece dotada de «poder forte»: hortelã, alecrim, arruda, capim santo, vassourinha, manjericão, malva... O modo de se fazer a mistura, os ingredientes auxiliares, o horário dos banhos e as obrigações do respectivo ritual variam segundo a doenças que se quer debelar, os malefícios que os interessados desejam remover ou os benefícios a que aspiram. Tais loções devem lavar o corpo de fluidos, pesos, atrasos, enguiços, urucubacas. ..; por isto há banhos de «descarga, tira-teima, abre-caminho, vence-demanda, comigo-ninguém-pode, abre-porta, desmancha-demanda, etc.»;

 

b)   o defumador: produz a fumaça das mesmas ervas, como também a do cravo seco, a do eucalipto, a do incenso, a do cupim e a das penas de galinha preta; tal fumaça combate forças ocultas, como larvas astrais (almas errantes) miasmas (efluxos) psíquicos, vampirismo (ação dos defuntos) consciente ou inconsciente, fluidos pesados, feitiço, mau-olhado (julgam algumas pessoas que o olhar de quem deseja o mal, pode de fato provocar o mal), etc.;

 

c)    rezas raras, bênçãos fortes, cujo texto se acha muitas vezes contido num saquinho, que deve ser trazido ao pescoço; defendem contra os maus ataques e dão saúde, «fechando o corpo» às influências estranhas.

 

Eis um dos espécimes mais significativos dessas rezas — a «oração da Pedra Cristalina»;

 

«Minha Pedra Cristalina, que no mar foste achada entre o Cálice bento e a Hóstia consagrada. Treme a terra, mas não treme Nosso Senhor Jesus Cristo no altar. Assim tremam os corações dos meus inimigos, quando olharem para mim. Eu te benzo em cruz e não tu a mim, entre o sol, a lua e as estrelas e as três pessoas distintas da Santíssima Trindade. Meu Deus! Na travessa avistei meus inimigos. Meu Deus! Eles não me ofenderão, pois eis o que faço com estes: com o manto da Virgem estou coberto e com o sangue do meu Senhor Jesus Cristo sou válido. Tem vontade de me atirar, mas não atirarás e se atirar, água pelo cano da espingarda correrá. Se tiver vontade de furar, a faca da mão cairá. Se me amarrar, os nós se desatarão. Se me acorrentar, as correntes se quebrarão. Se me trancar, as portas da prisão se abrirão para me deixar passar livre, sem ser visto por meus inimigos, como passou Nosso Senhor Jesus Cristo no dia da Ressurreição por entre os guardas do sepulcro. Oferecimento: Salvo fui, salvo serei. Com a chave do sacrário eu me fecharei: Três pai-nossos, três ave-marias e três glória-ao-pai».

 

A titulo de ilustração, citamos ainda

 

d)   os processos para curar as bicheiras nos animais, processos que são variadíssimos:

 

   retira-se com uma faca a terra do rasto que o animal deixou e vira-se, amassando outra vez a terra; quando a grama enterrada estiver seca, a bicheira estará curada;

 

   leva-se o animal para um gramado, pega-se de um facão e corta-se o capim em forma de X, seguido o corte esta direção: da parte dianteira direita à parte esquerda, e da parte dianteira esquerda à direita. Em seguida, enfia-se uma mecha de capim na ferida e dentro de dez dias a bicheira desaparece;

    

   esta vai à distância : tomar uma haste de capim, armar um nó e mirar a bicheira pelo orifício do nó; fechar o nó e atirar para trás. Dois dias depois a bicheira cura;

    

   fazem-se também benzeduras com raminhos de arruda, manjericão ou alecrim e outras plantas de «poder divino»;

    

   dar três nós numa palha, jogá-la pelas costas sem olhar para trás, recitando o Credo;

    

   benzer três vezes com um raminho de alecrim dizendo : «Assim como serviço de domingo, de dia santo, num leva ninguém adiante, as língua má e desacreditadera fala do que vê e do que num vê, assim o bicho desta bichera há de cair tudo, ou vivo ou morto, de 1 em 1, de 2 em 2, de 3 em 3. de 4 em 4, de 5 cm 5, de 6 em 6, de 7 em 7, de 8 em 8, de 9 em 9». Jogar o ramo de alecrim no fogo.

                

e)    a cura do cobreiro é assim recomendada: traçam-se em torno da parte do corpo doente quatro cruzes de tinta azul durante três dias consecutivos;

 

f)    a cura da dor de dente: colocar numa encruzilhada três sabugos de milho; quem os chutar, ficará com a dor;

 

g)    a cura da dor de ouvido: passar três vezes sobre o ouvido o rabo de um gato preto, em jejum;

 

h)   a cura da dor de lado que sobrevenha durante uma caminhada: levantar uma pedra, cuspir no lugar e recolocar a pedra; a dor desaparecerá;

 

í) a cura do engasgo: correr ao fogão e virar um tição em posição contrária na fornalha; ou bater nas costas do engasgado, dizendo : «São Brás ! São-Brás ! São Brás !»;

 

j) para a criança aprender a falar: coloca-se na boca da criança um pintinho recém-nascido, a piar, por três vezes seguidas; ou leva-se a criança a uma igreja e bate-se com sua cabeça três vezes no sino; ou coloca-se água numa campainha da igreja e dá-se à criança para beber;

 

k) a cura do soluço: contar os dedos das mãos; 1) a cura do terçol: ao amanhecer, olhar o sol nascente por um vidro de óleo vazio e dizer três vezes : «Sol, solzinho, leva meu irmãozinho, tira meu terçol»; ou, pela manhã, antes de conversar com qualquer pessoa, colocar sobre o olho do doente uma aliança e olhar para o sol;

 

m) a cura de queimaduras: benzer, jogando respingos de água na vítima e rezando: «Santa Aurora tinha três filhas : uma lavava, outra cosia e outra o fogo ardia»; ou rezar : «A água é fria, mas não tem frieza ; o fogo é quente, não tem calor. Jesus Cristo não sofre dor», mais um P. N._ e A. «M. oferecido à paixão e morte de Jesus.

 

Estes espécimes de medicina curandeira ou benzedeira já bastam para que se possa formular um juízo sobre tais práticas.

 

2. Superstição...

 

Analisando, sem preconceito, as táticas aplicadas por benzedores e semelhantes «milagreiros», verifica-se que são totalmente inadequadas para produzir os maravilhosos efeitos que se lhes atribuem. Na verdade, nem a Ciência nem a Religião fornecem base para se poder asseverar que «tais práticas» estão necessàriamente associadas com «tais curas» de enfermidade. ..

 

a) Nem a Ciência: não será necessário insistir no fato de que tais receitas só estão em voga em ambientes ditos ocultistas, místicos, iniciáticos. Este fato é eloquente indício de que não se pode justificar com raciocínio e argumentos o pretenso nexo entre os meios empregados pelos curandeiros e as curas que apregoam; a ciência não vê, nem pode ver, proporção intrínseca (baseada na própria estrutura dos seres) entre tais artifícios e a saúde do doente... As curas seriam efeitos muito superiores às causas, o que vem a ser absurdo e impossível.

 

Verifica-se mesmo que a utilização de certos recursos curandeiros é sugerida meramente por fantasia ou por associação de imagens ou por arbitrária assonância de vocábulos; assim a cura do terçol e o olhar para o sol, a cura do vômito e o «segurar firme uma chave», a obtenção de pele bonita e o «lavar-se em água que serviu para o primeiro banho de um recém-nascido»!

 

Mas a Religião não veria autênticos milagres nos prodígios atribuídos aos curandeiros ?

 

b) Nem a Religião... Não consta de modo algum, tenha o Senhor Deus prometido atender aos devotos que O invocassem mediante os rituais ou os artifícios do curandeirismo; portanto não há revelação divina que supra a falta de nexo lógico entre os meios utilizados e os fins visados pelos benzedores.

 

Também não merecem crédito as promessas que, conforme certas notícias ocultistas, tal ou tal santo teria feito em favor de tal ou tal rito curandeiro.

 

«Algumas orações supersticiosas se dizem, por exemplo, cópias de uma letra achada no Santo Sepulcro. Outras teriam sido tiradas de um precioso pergaminho encontrado nos alicerces de um castelo mourisco. Grande porção alega ter sido importada diretamente de Jerusalém ou também do Porto, não sei por quê. Umas se dizem de acordo com os manuscritos existentes no museu do Cairo. Há também as que teriam sido achadas em Monserrate, escritas em pergaminho, dentro dum cofre de bronze. Ou são cópias conservadas peio imperador Carlos, em seu oratório, em caixa de prata. Por vezes também se diz que os originais foram enviados pelo Papa Leão ao Rei de França. Algumas são apresentadas simplesmente como orações antigas, ou de antiquíssimos manuscritos, etc.» (Fr. Boaventura Kloppenburg, Nossas Superstições. Petrópolis 1959, pág. 9).

 

As noticias desse gênero não estão baseadas em documentos históricos, de modo a poder provocar a fé de quem as lê.

 

É verdade que Deus e os santos (Deus, por seu próprio poder; os santos, por sua intercessão) respondem a quem devotamente peça alguma graça. O próprio Jesus o prometeu no Evangelho, ao exortar: «Pedi e recebereis; procurai, e encontrareis ; batei, e abrir-se-vos-á» (Mt 7,7). Contudo o Senhor Deus apenas exige que oremos e promete eficácia à oração só ; de modo nenhum menciona nem abona alguma das bênçãos ou táticas , curandeiras; estas constituem acréscimos inspirados pela fantasia e a falsa religião.

 

E o demônio com os espíritos maus, frequentemente evocados pelos curandeiros, não seriam os autores tanto das moléstias como das curas ?

 

Na verdade, existem, sim, demônios ou anjos pecadores, a quem Deus concede a licença de tentar os homens nesta terra a fim de acrisolar as suas virtudes. Contudo o poder do demônio é limitado pela Providência Divina (cf. «P. R.» 51/1962, qu. 2). Nada nos diz que ele possa ser provocado, conjurado ou detido simplesmente por arbítrio dos homens, de acordo com receitas ou fórmulas comunicadas a pessoas «iniciadas» ; em outros termos: nada garante que o demônio faça algum prodígio por influencia de ritos determinados. Verdade é que o Maligno, «como leão a rugir, anda em redor dos homens, procurando a quem devore» (cf. 1 Pdr 5, 8s); se ele ataca e prejudica mesmo a quem lhe resiste, é de crer que, com muito maior eficácia, responda a quem espontânea- mente o interpela ; disto, porém, não se pode concluir que tal ou tal fórmula, tal ou tal arte desencadearão certamente a ação do demônio...

 

Pode acontecer que Satanás satisfaça uma ou outra vez às conjurações dos magos, benzedores, feiticeiros; ele o faz então justamente para manter os homens na ilusão de que as fórmulas empregadas são válidas, ou para os manter na ilusão de que Satanás é o grande Senhor da felicidade ou da desgraça dos homens, e de que os curandeiros são os privilegiados capazes de mover os poderes invisíveis em favor ou em prejuízo dos seus clientes.

 

De resto, o demônio não espera ser invocado para intervir na vida dos mortais; através das contingências mais ordinárias de todos os dias ele os tenta e consegue suplantar hoje em dia mais ainda do que em tempos passados. Disto se depreende que não há motivo para admitir com facilidade a intervenção prodigiosa do Maligno no curso dos acontecimentos terrestres.

 

Em resumo, homem nenhum tem poderes para forçar ou obrigar os espíritos a comparecer e executar as suas ordens; em consequência, feitiços, fórmulas, encantamentos, bênçãos, despachos e passes são, como tais, totalmente ineficazes. Se em um ou outro caso parece que, de fato, produziram o efeito desejado, faz-se mister procurar explicação para o apregoado portento em outra fonte que não a aplicação mesma do rito ou da fórmula.

 

E que outra fonte poderia ser essa ?

Eis o que abaixo consideraremos.

 

3. Gomo explicar os «milagres» das bênçãos?

 

Cada caso de cura há de ser estudado de per si, levando-se em conta as suas circunstâncias próprias. Aqui propomos alguns princípios que contribuem para explicar tais fenômenos.

 

1)   Há, por vezes, inexatidão e exagero ao se proclamar o aspecto maravilhoso das curas.

 

2)   Existem também doenças ilusórias, devidas à sugestão, à histeria e à mania dos pacientes, que de boa fé sp colocam no rol dos doentes. Nestes casos, é claro que só pode haver aparente cura milagrosa.

 

3)   Ocorrem também doenças simuladas, apresentadas de má fé, em vista de vaidade, lucro e mistificação. O Secretariado Médico de Lourdes conhece elevado número de tais casos; guando ocorrem, evidentemente não há cura milagrosa.

 

4)   Conhecem-se outrossim doenças intermitentes, que em certas fases parecem curadas, mas na realidade continuam e mais tarde reaparecem: tais podem ser a tuberculose, o impaludismo, a disenteria amebiana, certas moléstias mentais.

 

5)   Registram-se igualmente doenças funcionais, ou seja, doenças que não afetam propriamente tecidos do organismo, mas, sim, o seu funcionamento ou metabolismo ; dependem essencialmente do sistema nervoso e das influências (de sugestões e reflexo condicionado) exercidas sobre este.

 

Entre tais moléstias sujeitas a fatores emotivos ou psíquicos, a Medicina moderna enumera: colite, insuficiência hepática, angina do peito, eczemas, urticária, furunculose, nevralgias, asmas, úlceras no estômago...

 

Segundo estatística recente, 83% dos casos de consulta a curandeiro têm por objeto moléstias desta categoria. A cara então (aparente ou definitiva) se obtém por sugestão, como já expusemos em «P. R.» 32/1960, qu. 2. Em tais casos não se pode falar de milagres nem de intervenção preternatural ou sobrenatural.

 

6)   Quanto às bicheiras em particular, é claro que as receitas indicadas à pág. 138 são por si ineficazes. De outro lado, se realmente são curadas, não se pode falar de sugestão, pois os animais afetados são irracionais e, por conseguinte, inconscientes de quanto se faz por aliviá-los. Parecem, porém, vir a propósito as seguintes considerações:

 

«Devemos lembrar que a própria natureza dos animais terá algum meio para se defender. Assim é que o boi tem a capacidade de atingir com a língua áspera e rude quase todas as partes do corpo, podendo distribuir também amplamente a sua saliva. Não haverá nisso mais força curativa que no rasto virado? Notaram alguns que os benzedeiros curam todas as bicheiras, menos aquelas que estão na cabeça das rês: é porque aí não alcança a língua... João Dornas Filho, em 'Capítulos da Sociologia Brasileira', Rio 1955, p. 10, nota, cita a seguinte observação: 'Como se sabe, as larvas da 'Dermatobia hominis' costumam abandonar o hospedador ao cabo de seis semanas aproximadamente, e quase sempre de manhã. O vaqueiro experimentado conhece empiricamente o ciclo do destrídeo. Aguarda a evolução da larva e, com o romper do dia, encena o seu 'dom sobrenatural', que o torna respeitado de todos. E esta operação poderá ser realizada mesmo à distância de léguas...» (Kloppenburg, ob. cit. 33s).

 

Além disto, será oportuno observar o seguinte: já em «P. R.» 42/1961, qu. 2 notamos a existência da percepção extrassensorial ou percepção (conhecimento) de objetos à distância ; segundo os resultados das pesquisas modernas, existe no homem uma faculdade de conhecer independentemente do tempo e do espaço, faculdade meramente natural (dita «psi-° gama»), cujo funcionamento não depende de forças preternaturais, e cuja perspicácia ou acume varia de indivíduo para indivíduo.

 

Pois bem. Há estudiosos que, abstraindo de qualquer preconceito filosófico ou religioso, julgam haver no homem também uma faculdade de mover corpos à distância ou sem entrar em contato com eles: o simples pensamento agiria sobre a matéria sem precisar de intermediários físicos (fenômeno dito «psicocinésia» ou FK).

 

O famoso professor J.B. Rhine, da Universidade de Duke (U.S.A.), aplicou-se à observação do fenômeno, utilizando um par de dados: pedia repetidas vezes a determinadas pessoas que se esforçassem, apenas com o pensamento e o desejo, por atuar sobre dados que iam ser lançados, a fim de conseguir certo número de pontos (sete pontos, Dor exemplo, mediante dois dados); efetuou assim frequentíssimas experiências; os resultados, porém, não convenceram totalmente os críticos. — Provas de outro tipo foram tentadas : na França, Chevalier e Hardy utilizaram gotas de um liquido; o mesmo foi feito por Nigel Richmond na Inglaterra. O Dr. Paul Vasse procurou investigar o efeito do pensamento sobre a germinação das plantas; também o Rev. Loeb, nos Estados Unidos, julgou poder influir sobre as plantas mediante orações. O Dr. Richard da Silva tentou atuar do mesmo modo sobre micróbios.

 

As pesquisas em torno do fenômeno PK ainda estão em fase muito inicial, não permitindo conclusões seguras. Bastam, porém, os resultados até agora obtidos para que se possa admitir em alguns casos uma ação da mente sobre a matéria, sobre as plantas e sobre os organismos. Tal ação da mente seria mais um fator explicativo das curas obtidas por benzedores; estes teriam eficácia não por suas fórmulas, nem por intervenção de algum poder invisível, superior, mas pela aplicação de seu pensamento à pessoa ou ao animal doente.

 

Em todo e qualquer caso, ficamos sempre dentro do setor das forças naturais. Embora tais fenômenos sejam associados a determinadas formas de religiosidade, eles nada têm que ver com Religião propriamente dita.

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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