MUNDO ATUAL (1471)'
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Artigo

Cristo continua sendo açoitado

 

Vem-nos logo a pergunta: o que o cristianismo tem feito para algumas pessoas se sentirem ofendidas e escarrar tanta ignomínia? Estará ele pregando tantas maldades neste mundo, para que haja tamanha revolta por parte de alguns? Gente que não tem a mínima criatividade artística busca através da mídia destilar todo seu ódio, mágoas, frustrações, conflitos não resolvidos. Chega de tolerância, haverá um momento de dar um basta nesta corja de estúpidos que buscam a todo pano destruir os valores que foram construídos através da história. Valores sem os quais estes mesmos pseudoartistas nem teriam existido para agora vomitarem seus ódios gratuitos. Estamos vivendo a era da cristianofobia.

 

Desliguem certos programas e até  canais que não tem nada de produtivo em termos culturais. No passado não havia televisão, internet, celulares; havia outros modos de se distrair, se ocupar, por isto ainda existimos. Havia paz, havia segurança.

 

O mais estranho é que exigem tanta tolerância para seus pensamentos, desmandos, idiossincrasias, sempre acusando os outros de intolerantes, mas e eles, toleram o cristianismo com seus deboches e ataques? Dá para entender? É nisto que dá um governo dominado por ateus, aéticos, amorais, oriundos de famílias desajustadas, sonhos naufragados, que sem qualquer escrúpulo buscam através do manto do laicismo, destruir os valores culturais da sociedade sedimentados pela tradição cristã e pela história.

 

Antes que o tempo passe, e fique no esquecimento, nos dias anteriores ao último Natal, num programa de TV denominado de Porta dos Fundos, foi ao ar um vídeo blasfemo com a denominação de Especial de Natal, com total escárnio aos valores da religião, principalmente a Deus e a Santíssima Virgem, cultuados há milênios pelos cristãos. Tudo sobre a responsabilidade do ator Fabio Porchat (auto declarado ateu). Se buscarmos em alguma paróquia do Brasil, provavelmente foi batizado na fé cristã, na qual agora procura colocar toda sua frustração, seu vazio existencial, travestido de programa humorístico. Acha-se portador de uma nova concepção do mundo, com chanchadas ridículas, onde somente consegue encontrar criatividade (se isto se pode dizer) criticando valores da sociedade, particularmente os valores da fé cristã. Será que estes valores promovem a violência?  A corrupção? A safadeza? O banditismo? A discriminação? O ódio entre os povos? A prostituição...?  Talvez esta última, em sua cabeça doentia, seja a melhor opção da mulher; neste caso, onde estariam as feministas? A covardia é tão grande deste ator-produtor que só ataca as entidades que são de paz, para pregar o veneno de seu conflito interior. É fácil produzir no terreno da fé, não há risco. Que pena! Por que não faz um vídeo de humor ironizando Maomé? Para nós brasileiros, seria uma oportunidade para aprender um pouco desta religião, tão comentada na mídia internacional. Mas covarde, não corre risco perto de precipício.

 

O que podemos esperar da próxima geração quando canais de televisão pregam pedofilia, homossexualismo, lesbianismo, voyeurismo, bacanais ao vivo? Falta ainda eutanásia infantil (como na Bélgica), zoofilia, crime que compensa e outras degradações do ser humano. O que esperar do futuro, quando o Ministério da Educação propõe estes mesmos valores através de cartilhas escolares? Tudo isto para destruir o cerne cívico da nação. Quem está por trás de tudo isto?

 

Houve canal que já exibiu programas no horário da tarde, pertencente a todos os públicos, sobre danças sensuais de crianças, mas que o Estatuto da Criança e do Adolescente nem foi acionado, nem mesmo a igreja Católica e as Evangélicas reagiram. Deus tenha piedade de nós. Aguardem, a violência está chegando a todos os lares; ficando incontrolável, será a oportunidade para se criar um Estado nazifascista.

 

Embora aquele ator não queira acreditar, ficamos por enquanto, na nossa fé e esperança naquilo que São Paulo Apóstolo dizia em sua Epístola aos Gálatas: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá” (Gal. VI, 7).

 

SERGIO SEBOLD

Economista e Professor Independente

sebold@terra.com.br

 


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