PROTESTANTISMO (2037)'
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Artigo

Os Pecados do Protestantismo

 

Meus amigos evangélicos ou “reformados” ficarão escandalizados: mas não consigo esconder minha profunda ojeriza ao protestantismo (ou aos variados “protestantismos”). Se alguém estudar com o mínimo de honestidade a história protestante, fora da massificação de calúnias contra a Igreja Católica, vai perceber o quanto ela trouxe inúmeras mazelas. A história da “Reforma” contada pelo protestante é uma mistificação, ainda que muitos desconheçam as origens do engodo. A “Reforma”, vendida como o glamour da “liberdade religiosa” contra a Igreja “opressora” e “corrupta”, não passa de uma grande lenda. A rebelião protestante na Alemanha, Inglaterra, Suíça, Dinamarca e demais países da Europa foi sanguinária, violenta, cruel. O protestantismo converteu metade do continente através do terror.

 

Onde as nações protestantes quiseram se expandir, era questão de honra aniquilar o catolicismo. Estimularam a desordem e a desobediência civil dos príncipes contra o clero. Inclusive, em algumas situações, foram capazes de se aliar até com os turcos para destruir as nações católicas. Centenas de milhares de católicos foram perseguidos e assassinados em todo o século XVI. No século XVII, a guerra dos trinta anos foi a consequência trágica da divisão fraticida da Cristandade. A Alemanha, caída na heresia, perdeu metade de sua população nas matanças. O protestantismo, por assim dizer, foi a primeira grande revolução e subversão da Europa. Ela representou a primeira grande vitória do secularismo dos césares contra o poder espiritual da Igreja.

 

A fé protestante é essencialmente anti-intelectualista. Deus não é o Deus do lógos, da razão, mas da vontade, da mera ação caprichosa. O homem não é um ser cuja razão foi concedida para exercer o livre arbítrio. Sua razão é falha e inútil. É preciso ter apenas “fé”. Mas o que vem a ser a fé protestante? É uma fé quietista, fatalista e também voluntarista. O homem é naturalmente mau e precisa da Graça para se salvar. Nega-se um dado essencial da Criação: a bondade de Deus, já que suas criações, inclusive o homem, são essencialmente más. Boas obras, caridade, pra que? Tudo depende da Graça de Deus!

 

Deus é um ser arbitrário que dá sua “graça”, distinguindo escolhidos e condenados. Naturalmente que os “escolhidos” são aqueles envolvidos nas seitas protestantes. Resta saber quais delas são “escolhidas”, já que todas elas não se entendem sobre vários aspectos teológicos. Cada associação, como cada indivíduo, cria sua própria interpretação particular da bíblia, da tradição e do Cristianismo e dita para si próprio as regras da Salvação.

 

Existem dois princípios que parecem unir todas essas seitas, ainda que de forma difusa, como uma espécie de ethos: a sola scriptura e o ódio comum contra a Igreja Católica. Cada protestante faz da bíblia uma espécie de código sectário de posturas e de religiosidade. Ainda que as interpretações sejam confusas, subjetivistas e até idiossincráticas, abrem margem a um farisaísmo. O que é mais repugnante no protestantismo é o seu materialismo, reduzindo a espiritualidade a um estrito legalismo bíblico e terreno. O Deus protestante não é o Deus da virtude, da renúncia mística, do heroísmo trágico do santo católico contra o pecado, quando se entrega totalmente aos céus, mas um Deus policial e totalitário que impõe uma falsa ética de bom mocismo, cheio de regrinhas mesquinhas e de aparências, sob a recompensa da prosperidade individual. Daí a revolta do protestante contra a vida. Bebidas ou festas? Nada disso.  Jesus Cristo transformou água em vinho nas bodas de Caná. Lembremos, vinho é bebida alcóolica. E o que as seitas fazem? Transformam o vinho num reles suco de uva Del Valle.

 

Na visão protestante, Jesus Cristo, basicamente, não é uma figura de carne e osso. Como me dizia um grande amigo católico: - Eles adoram um personagem literário. Eles não adoram Jesus, mas um personagem de um livro. E por quê? Porque Jesus é prisioneiro abstrato de um texto, de um dogma paralisante da letra, de uma verdadeira ideologia da Escritura. Na fé católica, Jesus é uma criatura viva e humana, porque há uma tradição espiritual dinâmica que vivifica a Igreja. A própria Igreja provém de Jesus Cristo e é seu Corpo Místico. A ação do Corpo Místico é a própria ação de Cristo na história. Os santos católicos refletem esse dinamismo interno da Graça divina. A arte, a música, as catedrais e os símbolos genuínos da Cristandade são católicos. São expressões estéticas desse legado intelectual e devocional.

 

O mesmo se aplica à Virgem Maria. Se Jesus Cristo é apenas uma figura literária presa a uma interpretação rala de um pedaço de papel, a Mãe de Deus é uma figura acidental, uma “serva” destituída de qualquer grandeza. Deus santificou Maria, elevou-a a uma missão redentora da humanidade, em contraste a Eva, a perdição. Porém, os protestantes são capazes de valorizar mais as suas mães do que a Mãe de Cristo. Na cabeça do protestante, Maria só existe quando Jesus Cristo nasceu ou começou a sua vida pública. Não passa pela sua cabeça como aquela simples e extraordinária mulher educou, alimentou, amamentou e cuidou de Nosso Senhor. A reverência católica do Menino Jesus e da Sagrada Família relembram deste detalhe omitido pelas Escrituras e guardado pela herança da Tradição. Maria, para um protestante, é uma mera incubadora, uma mãe de aluguel. Mas que podemos esperar do Deus totalitário que aniquila o homem como um ser genuinamente mau?

 

A fé protestante sofre de uma paralisia textual, é estática, movida apenas pelo relativismo delirante do fiel e pela frieza arbitrária da letra. Relativismo que se dogmatiza de forma autoritária em cada opinião pessoal. Temeroso da vida e das imagens, o protestante médio renega o estético, o belo e os símbolos autênticos do sagrado. Esse desprezo pelas distinções simbólicas faz com que o protestante não saiba diferenciar o secular do religioso, o que é profano e do divino. Isso se reflete em todas as áreas de sua vida, que vão da construção de seus templos até à realidade política. Pastores são líderes políticos e religiosos ao mesmo tempo, são clérigos e leigos. Um templo pode ser tanto um prédio com formato de igreja ou de uma padaria ou cinema. Daí a vulgarização e a politização do sagrado.

 

Os “milagres” protestantes são naturais demais, óbvios demais, vulgares demais. “Democratizar” os milagres tem mesmo sentido de transformar Deus numa figura sem qualquer especialidade ou finalidade de sua ação sobre o mundo. A dimensão entre o natural e o sobrenatural se perde numa visão totalizante de Deus, quase que se confundindo com a ação da natureza. Deus é um gênio da lâmpada mágica: ele cura doenças, tanto quanto dá um carro do ano!

 

Essa perspectiva é no mínimo paradoxal. Se por um lado, tentam aparentemente renunciar aos prazeres da vida, por outro, são apegados desmesuradamente à ideia do exclusivismo espiritual e material. A propaganda protestante vende a ideia de que a disseminação de sua fé representa prosperidade econômica, respeito às leis e estabilidade política. Dentro deste imaginário, o catolicismo é visto como uma religião “atrasada”, “obsoleta”, que atrapalha o progresso e o desenvolvimento humano.

 

Nada mais superficial. É como se a fé cristã genuína dependesse de resultados imediatos. Existe certa dose de “progressismo” nesta ideologia. Ou seja, os valores cristãos não são eternos. São elementos que se modificam ao tempo, conforme às circunstâncias e caprichos políticos e econômicos das nações. Bastaria equiparar o patrimônio católico da humanidade com o protestante para ver a diferença. Será que os protestantes possuem um Michelângelo, uma Capela Sistina ou uma Catedral de Chartres? Até a alta cultura protestante, na teologia e nas artes, sofre de uma forte influência católica. Os “reformados” alegam que a fé protestante gerou ricas e prósperas nações. A Igreja Católica foi muito mais do que isso. Gerou a Civilização Ocidental!

 

Grande parte das calúnias sobre a história da Igreja Católica provém da propaganda de desinformação protestante do século XVI, que vigora até hoje em cada seita. Basta ler toda a historiografia apologética de várias de suas agremiações, para encontrar a cultura de mistificação e falsidade. Os católicos são “pagãos”, são “idólatras”, são “papistas”, distorceram as palavras do Evangelho. São “despóticos”, são “repressores”, suprimem a leitura bíblica!

 

As nações protestantes criaram o primeiro grande esquema de difamação sistemática e de ódio contra os católicos. Esse ódio implicou censura, discriminação religiosa, restrição de cargos, conversões forçadas, etc. Isso incluía falsificar deliberadamente o entendimento da doutrina católica, como também distorcer totalmente a história tradicional da Igreja, criando uma sucessão de espantalhos. Não é espantoso que os secularistas e ateus usem da mesma propaganda contra os católicos? Cruzadas, inquisição, venda de indulgências não são chavões usados contra os cristãos em geral. São clichês protestantes que se tornaram iluministas e secularistas. Isto porque já foram acrescidas outras lendas negras no repertório anticatólico, como a pedofilia e a suposta “colaboração” da Igreja Católica com o nazismo. Inclusive, muitas seitas protestantes colaboram alegremente com essas difamações. Não é interessante que essa propaganda tenha força justamente em países protestantes, hoje, cada vez mais ateus? E se espalha como câncer nos países católicos?

 

 Todos os protestantismos renunciam completamente à Tradição essencial da Cristandade para fundamentarem uma idealização imaginária de uma “igreja primitiva” corrompida. Ou simplesmente para deslegitimarem o valor da Igreja Católica. Escolhem a “tradição” que os convém. Quando qualquer tradição é literalmente abandonada, os protestantes tentam “judaizar” o Cristianismo. É patético ver algumas seitas evangélicas usando símbolos judaicos tradicionais, mesmo sabendo-se que esses mesmos judeus tradicionais rejeitam e até odeiam Jesus Cristo. Na pior das hipóteses, renegam as palavras de Nosso Senhor. Já dizia o Evangelho que as portas do inferno jamais prevalecerão sobre a Igreja de Cristo. Ou seja, Jesus Cristo abandonou sua Igreja na época de Constantino, para voltar apenas 1300 anos depois, através do louco monge Lutero e do fanático e desterrado Calvino!

 

Danosa é a negação da Tradição Católica em favor da sola scriptura, quando na prática, até a bíblia é produto dessa Tradição! Cada protestante crê piamente que a bíblia surgiu compilada, canônica, prontinha e acabada através da Sociedade Bíblica do Brasil!

 

Em alguns casos, o processo de negação da Tradição é mais radical. Renunciou-se a Igreja, para destruir a Tradição. E mais: quando até a bíblia não compensa o subjetivismo do herege, ele é capaz de modificar até as Escrituras Sagradas! Eis o exemplo de Lutero contra os deuterocanônicos!  Eis as práticas dos adventistas, Testemunhas de Jeová e Mórmons, modificando os textos sagrados, conforme sua imagem e semelhança!

 

Um protestante é, acima de tudo, um cátaro moderno. Temo que este catarismo destrua as bases civilizacionais católicas do Brasil, transformando nossa sociedade num bando de puritanos idiotas, irracionalistas, fanáticos e estúpidos querendo se achar o porta-voz de Deus na Terra.

 

Não quero aqui afirmar que os protestantes de várias denominações sejam maus. Na verdade, há muita gente decente no meio evangélico e “reformado”. Entretanto, nada do que escrevo aqui é falso. Os erros protestantes são graves e devem ser denunciados.

 

Aliás, que sirva de alerta aos católicos. Não devemos negar o uso da apologética. Os protestantes não dispensam críticas contra o catolicismo. Eles ganham adeptos, justamente porque prepararam um imaginário de erros doutrinários e históricos convincentes, mas que não são refutados pela Igreja Católica. Eles querem o poder e a hegemonia cultural, religiosa e política do país. O maior pecado do católico da atualidade é o silêncio, a omissão. E o que explica o crescimento das seitas evangélicas é a ignorância da sã e verdadeira doutrina católica.

 

Lembro-me como hoje da presença do Papa Francisco ao Brasil, o que fez tremer muitas sumidades “evangélicas”. Parece que por um momento, os pastores e os protestantes sumiram, perderam a expressão. Abandonar a autoridade do Sucessor de Pedro e da Igreja de Cristo para idolatrar as seitas dos Malafaias da vida é algo que me causa profundo desgosto. Não desmereço totalmente as atividades do ilustre pastor evangélico... mas, certamente ele não tem o cabedal moral do Papa Francisco, com todas as deficiências de seu papado. A expansão protestante no Brasil causará um prejuízo moral, cultural e intelectual imenso ao país!

 

Conde Loppeux de la Villanueva

 


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#0•A3199•C588   2014-09-26 13:32:55 - Convidado/Dani Acioli
CATÓLICO LEIGO RESPONDE AO “IMORTAL” ABNER FERREIRA POR CONTA DE SEU REPULSIVO ATAQUE CONTRA A FÉ CATÓLICA

Introdução: Um ataque injusto e infundado contra o catolicismo foi promovido pelo Sr.Abner Ferreira.

Como católico, sinto-me agredido pelo discurso pretencioso do auto nomeado pastor.

Foi um ataque gratuito e ofensivo a fé católica. E, sobretudo, inoportuno, inadequado e com indisfarçável ciúme da acolhida do povo brasileiro a mensagem do Papa Francisco.

INCONFORMADO COM O CARISMA DO PAPA FRANCISCO E COM O SUCESSO DA JMJ/2013, O ......

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#0•A3199•C573   2014-09-02 11:05:02 - Convidado/Wellington
Se ao menos tirassem da Igreja a idolatria, e a religiosidade, e adorassem a Deus de fato e de verdade, e rejeitassem as coisas mundanas de uma vez por todas; já seria um bom começo para andar segundo a palavra de Deus.

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#1•R573•C577   2014-09-03 00:43:17 - Convidado/octaviocatarcione@gmail.com
A paz de Jesus e o Amor de Maria!

Coitado dos hereges protestantes, continuam a se enforcar na própria corda, fica no achismo fragmentando o Corpo de Cristo e pulverizando a sua palavra. Sr.Wellington pelo visto o sr.fingiu que não entendeu o artigo, talvez por orgulho pra não dar o braço a torcer. Vá estudar a história do Cristianismo, a patrística, para entender esta fé que o sr. tanto refuta. Pare de seguir: Lutero, Calvino, Henrique VIII, Malafáia, Valdomiro, Macêdo, etc...etc...Procure conhecer o verdadeiro Culto de Adoração, pare de ficar repetindo bobagem.
Quando ......

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#2•R577•C580   2014-09-03 14:13:00 - Convidado/Wellington
É verdade, a verdadeira adoração é esta que a fazem, continue nessa tua fé e nessa tua crença, e que Deus continue te abençoando e te dando sabedoria.

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#1•R573•C576   2014-09-02 14:47:41 - 1/Manager
O Sr. nem sabe o que é idolatria, desconhece o verdadeiro culto de adoração perfeito a Deus, não sabe discernir ídolo de estátua, e pretende ensinar "bíblia" a alguém???

Por favor, protestantes, VOLTEM PARA A ESCOLA!
Não fazem ideia do mal IMENSO que causam, dividindo o cristianismo, enfraquecendo a autoridade da Igreja de Cristo e semeando a confusão com seus achismos incoerentes.


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#2•R576•C579   2014-09-03 14:12:28 - Convidado/Wellington
É verdade, a verdadeira adoração é esta que a fazem, continue nessa tua fé e nessa tua crença, e que Deus continue te abençoando e te dando sabedoria.

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:-)