IGREJA (743)'
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Artigo

A Igreja e o Mundo



Deixo abaixo, transcrito na íntegra, as posições doutrinárias teológicas e filosóficas que foram condenadas pelo Magistério Extraordinário da Igreja na Carta Encíclica Quanta Cura de 8 de dezembro de 1864 de Pio IX, o magistério infalível dos Papas. Não adianta um "católico" progressista apelar para a "revolução francesa católica", o Concílio Vaticano II, tentando achar nele textos que contradizem pronunciamentos dogmáticos de Papas anteriores a ele. De duas uma. Ou os progressistas estão deturpando os textos, ou alguns deles estão errados. A segunda opção é possível, pois não são de cunho dogmático, são textos pastorais. Mas não vou entrar nessa celeuma.

Se o magistério ordinário (pastoral) entra em confronto com o extraordinário, então devemos ficar com este último, Magistério infalível, único que possui promessa de Cristo de infalibilidade, sob pena de estar em DESOBEDIÊNCIA para com a Santa Igreja. E pior, indiretamente negando o dogma da infalibilidade papal, pronunciado no Vaticano I. Quem nega um dogma é o quê? Qual a pena canônica para a heresia, segundo o Código de Direito Canônico? Excomunhão latae sententiae? Muito sério isso. Portanto, as sentenças abaixo transcritas, dogmáticas, católico algum pode negar que sejam verdadeiras. Ou "desatualizadas".

O caráter dogmático da Carta Encíclica “Quanta Cura” de Sua Santidade o Papa Pio IX pode-se constatar pelas sentenças inseridas no texto. Normalmente a FORMA usada por um Papa, quando quer sentenciar de forma infalível, utiliza expressões do tipo "com Nossa autoridade apostólica as reprovamos, proscrevemos e condenamos". Ou os conhecidos "anátemas".

Assim o Papa, agindo com o poder das chaves dado por Cristo a Pedro, sentenciou:

"7. Em meio desta tão grande perversidade de opiniões depravadas, Nós, com plena consciência de Nossa missão apostólica, e com grande solicitude pela religião, pela sã doutrina e pela saúde das almas a Nos divinamente confiadas, assim como até pelo próprio bem da sociedade humana, temos julgado necessário levantar de novo Nossa voz apostólica.

Portanto, todas e cada uma das perversas opiniões e doutrinas determinadamente especificadas nesta Carta, com Nossa autoridade apostólica as reprovamos, proscrevemos e condenamos; e queremos e mandamos que todas elas sejam tidas pelos filhos da Igreja como reprovadas, proscritas e condenadas".

Pois bem. Quais são as "perversas opiniões e doutrinas determinadamente especificadas nesta Carta" que o Papa condenou de forma dogmática? Ele mesmo destaca ENTRE ASPAS em sua Carta. Cito as principais:

1. "que a perfeição dos governos e o progresso civil exigem imperiosamente que a sociedade humana se constitua e se governe sem preocupar-se em nada com a religião, como se esta não existisse, ou, pelo menos, sem fazer distinção nenhuma entre a verdadeira religião e as falsas".

2. "a melhor forma de governo é aquela em que não se reconheça ao poder civil a obrigação de castigar, mediante determinadas penas, os violadores da religião católica, senão quando a paz pública o exija".

3. "a liberdade de consciências e de cultos é um direito próprio de cada homem, que todo Estado bem constituído deve proclamar e garantir como lei fundamental, e que os cidadãos têm direito à plena liberdade de manifestar suas ideias com a máxima publicidade - seja de palavra, seja por escrito, seja de outro modo qualquer -, sem que autoridade civil nem eclesiástica alguma possam reprimir em nenhuma forma".

4. "a vontade do povo manifestada pela chamada opinião pública ou de outro modo, constitui uma suprema lei, livre de todo direito divino ou humano; e que na ordem política os fatos consumados, pelo mesmo que são consumados, têm já valor de direito".

5. Levam sua impiedade a proclamar que se deve retirar à Igreja e aos fiéis a faculdade de "distribuir caritativamente esmola em público", e que deve "abolir-se a lei proibitiva, em determinados dias, das obras servis, para dar culto a Deus": com suma falácia pretendem que aquela faculdade e esta lei "estão em oposição aos postulados de uma verdadeira economia política".

6. Apoiando-se no funestíssimo erro do comunismo e socialismo, asseguram que "a sociedade doméstica deve toda sua razão de ser somente ao direito civil e que, por tanto, somente da lei civil se derivam e dependem todos os direitos dos pais sobre os filhos e, sobretudo, do direito da instrução e da educação". Com essas máximas tão ímpias como suas tentativas, não intentam esses homens tão falazes senão subtrair, por completo, a saudável doutrina e influência da Igreja à instrução e educação da juventude, para assim infeccionar e depravar miseravelmente as ternas e inconstantes almas dos jovens com os erros mais perniciosos e com toda sorte de vícios.

7. e andam dizendo que esse Clero "por ser inimigo da verdade, da ciência e do progresso deve ser apartado de toda ingerência na instrução da juventude"

8. Por outro lado, renovando os erros, tantas vezes condenados, dos protestantes, atrevem-se a dizer, sem vergonha nenhuma, que a suprema autoridade da Igreja e desta Sé Apostólica, que outorgou Nosso Senhor Jesus Cristo, depende em absoluto da autoridade civil; negam à própria Sé Apostólica e à Igreja todos os direitos que tem nas coisas que se referem à ordem exterior. Nem se pejam de afirmar que "as leis da Igreja não obrigam a consciência, senão se promulgada pela autoridade civil;

9. que a excomunhão lançada pelo Concílio de Trento e pelos Romanos Pontífices contra os invasores e usurpadores dos direitos e bens da Igreja, apoia-se numa confusão da ordem espiritual com o civil e político, e que não tem outra finalidade que promover interesses mundanos; que a Igreja nada deve mandar que obrigue a as consciências dos fiéis na ordem ao uso das coisas temporais; que a Igreja não tem direito de castigar com penas temporais os que violam suas leis

10. Não se pejam de confessar aberta e publicamente o herético princípio, de que nascem tão perversos erros e opiniões, isto é, "que o poder da Igreja não é por direito divino distinta e independente do poder civil, e que tal distinção e independência não se podem guardar sem que sejam invadidos e usurpados pela Igreja os direitos essenciais do poder civil"

NOTA: como se pode perceber, não há como conciliar a Igreja e o mundo moderno. Os princípios todos do mundo moderno (igualdade, liberdade e fraternidade), entendidos de forma liberal, maçônica, são falsos. A Igreja condena liberdade religiosa e de consciência, no sentido como modernamente se entende, ou seja, dando ao bem e ao mal, à verdade e ao erro, os mesmos direitos. O mal e erro não possuem direito. Podem ser tolerados, em lugares privados, desde que não perturbem a ordem pública, em vista de um bem maior (evitar guerras, por ex.). Mas direito, propriamente falando, somente o bem e a verdade possuem.

Fazemos passeata para promover valores da família brasileira, valores do bem. Abortistas, LGBT e afins fazem passeata para promover seus "valores", até mesmo com dinheiro público. Eles dizem que também possuem o "direito" a isso. E o Estado reconhece, pois são "contribuintes". Prestam culto ao "deus capital", único requisito a ser preenchido para obter direitos.

Prestamos culto a Cristo Rei. Satanistas e muitas feministas se sentem no "direito" de corromper a juventude, promovendo até manifestações públicas degradantes, deprimentes e até blasfemas como andarem pelados nas ruas, mostrando seios, bundas, mijando agachados, quando não enfiando objetos sagrados em suas partes íntimas. Isso tudo na frente de nossos filhos.

A Santa Igreja, como sempre, tem razão. Esses princípios redundaram na destruição da sociedade civil. No corrompimento dos costumes, da juventude. "Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo", reza o Hino Rio Grandense.



Fontes:

http://verdadeiraresistencia.blogspot.com.br/…/carta-encicl…

http://w2.vatican.va/…/epistola-encyclica-quanta-cura-8-dec…


Original italiano completo: Carta Encíclica Quanta Cura de Pio IX


Didacus Hff


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