PROTESTANTISMO (2422)'
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Artigo

A Fé do Protestante

No protestantismo, a Fé simplesmente não importa. O papel da doutrina é só proporcionar um mínimo denominador comum para que cada um possa criar a sua própria "fé".

O engano de base é achar que por os protestantes falarem de Sola Fides, eles dêem alguma importância real à Fé (definida catolicamente como "virtude sobrenatural infusa pela qual cremos firmemente todas as verdades reveladas por Deus e propostas pela Igreja").

Os protestantes chamam de "fé" uma coisa completamente diferente. "Fé", para o protestante, é "a certeza da salvação", ou seja, uma versão demoníaca e cheia de soberba da Esperança.

Nós, católicos, temos a esperança de que seremos salvos. Eles acham que já foram salvos, que o jesus deles já os salvou e o céu é garantido. E esta certeza demoníaca é o que eles chamam de fé. Não interessa a crença, não interessa a Revelação; para eles, "fé" é outra coisa, completamente diferente e independente destas "besteiras irrelevantes".

É por isso que a literatura deles é muito mais semelhante a livros de auto-ajuda que a livros de estudo teológico ou de devoção, por exemplo: o objeto da crença, aquilo que teria sido ensinado por Nosso Senhor, é algo perfeitamente lateral e dispensável, sendo importante apenas a "relação pessoal com jesus" que consiste em uma certeza demoníaca de que já se estaria salvo, de que se vai entrar no céu com o "pistolão" poderoso que é o jesus que ele criou, que - incrível coincidência! - tem exatamente os mesmos gostos e preferências que ele.

É por isso que o protestante médio, que não se abre um mínimo que seja para a graça, fica irritado qdo um católico vem discutir a Fé com ele, e retruca com supostas maldades feitas pela Igreja. Assim como para nós simplesmente não interessa se um determinado católico fez uma determinada maldade trezentos anos atrás (afinal, somos todos descendentes de Adão e erramos todos), para eles não interessa em quê alguém acredita.

Só interessa saber se a pessoa "aceitou jesus como seu salvador", ou seja, se a pessoa tem esta versão demoníaca da esperança.

Como uma forma de saber se a pessoa teria "aceitado jesus" seria pelas obras que ela faz, o protestante vê quaisquer pecados evidentes que tenha ouvido dizer que tenham sido cometidos por algum católico que parece ter existido como "prova" de que católicos em geral não "aceitam jesus como seu salvador". A doutrina simplesmente não vem ao caso, e eles não entendem o que percebem como uma "fixação" católica em coisas perfeitamente dispensáveis (como a doutrina trinitária ortodoxa, a moral matrimonial, etc.: a Fé).

A isso se soma um ódio incondicional à Igreja e aos Santos, que vem do mestre deles, o Diabo. É por isso que, por exemplo, eles xingam Nossa Senhora mesmo sendo ela a mulher mais louvada da Sagrada Escritura: a bíblia vem a posteriori, sempre.

Carlos Ramalhete

 


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