REFLEXõES (1885)'
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Artigo

Pregações: Reflexões - Patologia do Conhecimento - por Padre Paulo Ricardo

Patologia do Conhecimento

Existem situações doentias que afetam a nossa alma. Não são doenças em si mas sintomas que estão presentes em todas as doenças. O primeiro sintoma que iremos ver é a patologia do conhecimento.
Para os filósofos antigos, é necessário ser virtuoso para suportar a verdade.
Mas, o pecado original distorce nossa capacidade de conhecer.
Ele cria em nós um conhecimento irreal, virtual, imaginário. É fácil ver isso nos loucos.
Os santos padres dizem que o pecado é uma realidade de loucos. Nós somos loucos porque pecamos.
Por causa do pecado nós criamos realidades delirantes totalmente imaginárias.
Por exemplo, consideramos que somos o centro do mundo... o pecado dá a nós mesmos uma importância que não temos.

A verdade é que somos insignificantes, imperfeitos e sujeitos ao erro, e isso dói.
É comum ler as escrituras e interpretá-la conforme o próprio gosto, ouvindo o que se quer. Nossa capacidade de distorcer é imensa.
Devemos colocar a prova todos os espíritos, o que vem de Deus e o que não vem, já dizia S. João em sua primeira epístola.
Ao ouvir uma palavra, há três opções: vem de Deus, vem do homem, vem do diabo.
Temos que nos dar conta que somos marcados pelo pecado original o que nos faz capazes de distorcer e perverter as realidades mais óbvias.
Deus nos criou sem essa deformação, mas com o pecado original, o homem passou a dar às coisas uma importância que ela não tem o que vai criando uma realidade imaginária, uma percepção deformada da realidade. Perdemos o verdadeiro conhecimento que vem de Deus. Por isso precisamos de Jesus que nos indica o caminho, a verdade e a vida.

A partir de Maquiavel a idéia da necessidade de virtude para conhecer foi abandonada e a partir daí a filosofia se deformou.
Freud, por exemplo, teve um pai que estuprou um irmão dele e tentou fazer o mesmo com Freud... e dessa experiência pessoal ele criou a idéia do complexo de Édipo (a culpa de matar o pai afetivamente).
Sartre, ateu... a ausência de Deus que ele vive enquanto filósofo é a ausência de pai que ele viveu quando criança. Todos os grandes filósofos ateus, de uma forma geral, tiveram uma grande dificuldade nas experiências com seus próprios pais na infância e, com isso, criaram suas próprias realidades virtuais.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere


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